
O
Codex Alimentarius é um Programa Conjunto da Organização das Nações
Unidas para a Agricultura e a Alimentação - FAO e da Organização Mundial
da Saúde - OMS. Trata-se de um fórum internacional de normalização
sobre alimentos - sejam estes processados, semiprocessados ou crus -
criado em 1962, e suas normas têm como finalidade "proteger a saúde da
população", assegurando práticas equitativas no comércio e manuseio
regional e internacional de alimentos. Sua influência se estende a todos
os continentes e seu impacto na saúde dos consumidores e nas práticas
do comércio de alimentos em todo o planeta será incalculável.
As
normas Codex abrangem ainda aspectos de higiene e propriedades
nutricionais dos alimentos, código de prática e normas de aditivos
alimentares, pesticidas e resíduos de medicamentos veterinários,
substâncias contaminantes, rotulagem, classificação, métodos de
amostragem e análise de riscos.
Olhado assim, na versão oficial
(exceto as aspas), parece uma coisa boa, certo? Bem, não exatamente...
e, na verdade o Codex é olhado com total "desconfiança" (para usar uma
palavra elegante) por todos os que denunciam que essa regulação tão
"abrangente" virá a ser uma fonte poderosa de
controle sobre as grandes populações e de apreciável
lucro para as grandes corporações, especialmente as dos ramos químico e farmacêutico.
Quem controla a comida, controla o mundo!
Apresentacao da Dra. Rima Laibow, na Associação Nacional de Profissionais de Nutrição (NANP) em 2005:Traduzido
em miúdos, o Codex vai trazer severas restrições à nossa já precária
LIBERDADE de escolha em termos de alimentação e prevenção/tratamento de
doenças. Sem falar que considerações mais complexas podem ser feitas
sobre o impacto dessas medidas no
controle populational do planeta e na concentração de riquezas...
Os
opositores do Codex fizeram uma síntese do que representará essa
complexa rede de regulamentações, que, quando implementadas, serão
MANDATÓRIAS para todos os países membros, cerca de 170 - o que inclui o Brasil:
-
Suplementos nutricionais, como vitaminas, por exemplo, não poderão mais
ser vendidos para uso profilático ou curativo de doenças; potências de
qualquer suplemento liberado, estarão limitadas a dosagens extremamente
baixas, sub-dosagens, na verdade, e somente as empresas farmacêuticas
terão autorização para produzir e vender esses produtos
(preferencialmente na sua forma sintética) em potências
mais altas - no caso da vitamina C, por exemplo,
qualquer coisa acima de 200mg será considerada "alta", e será necessária uma receita médica para se poder comprá-la.
- Alimentos comuns, como o alho ou o hortelã, por exemplo, poderão ser classificados como
drogas,
que somente as empresas farmacêuticas poderão regulamentar e vender.
Qualquer alimento ou bebida com qualquer possível efeito terapêutico
poderá ser considerado uma droga.
- Alimentos geneticamente
modificados não precisarão ser identificados como tal, e não saberemos a
origem do que estamos comendo; a criação de animais geneticamente
modificados também já consta dessa mesma pauta, ou seja, vai ser difícil
saber que bicho se está comendo.
- Aditivos alimentares, a
maioria sintéticos, como o aspartame, por exemplo, serão aprovados para
consumo sem que se tenha conhecimento dos efeitos a longo prazo de cada
um nem das interações entre eles a curto e longo prazos.
- Todos
os animais destinados ao consumo humano, deverão receber hormônios e
antibióticos como medida profilática; sabe aquele "gado orgânico",
criado solto em pastagens e tratado só com homeopatia?... nunca mais!
-
Todos os alimentos de origem vegetal deverão ser irradiados antes de
serem liberados para consumo: frutas, verduras, legumes, nozes... nada
mais chegará à nossa mesa como a natureza fez - tem gente brincando de
Deus, mas desta vez não para criar, e sim para DEScriar.
- Os
produtos "orgânicos" estarão completamente descaracterizados, pois terão
seu padrão de pureza reduzido a níveis passíveis de atender às
necessidades de produção em grande escala; alguns aditivos químicos e
várias formas de processamento serão permitidos; tampouco haverá
obrigatoriedade por parte do produtor de informar que produtos usou e em
que quantidades - rótulos não serão obrigatórios na era pós-Codex.
-
Para a agricultura convencional, os níveis residuais aceitáveis de
pesticidas e herbicidas estarão liberados em níveis que ultrapassam em
muito os atuais limites de segurança! Em outras palavras,
estarão envenenando nossa comida.Em
síntese: os objetivos do Codex incluem (1) globalização das normas, (2)
abolição da agricultura/criação orgânica, (3) introdução de alimentos
geneticamente modificados, (4) remoção da necessidade de rótulos
explicativos de qualquer espécie, (5) restrição de todos os remédios
naturais, que serão classificados como drogas.
O Codex, na
verdade, já começou a "acontecer" por aqui - alguém já reparou que não
se consegue comprar nada numa farmácia de manipulação sem ter uma
receita médica? Nem uma inocente vitamina C... Em compensação pode-se
comprar praticamente
qualquer coisa SEM receita médica numa
farmácia regular, que vende produtos industrializados, mesmo se forem
antibióticos, anti-inflamatórios... - e até aquela mesma vitamina C que
nos negaram há pouco na outra farmácia...
Indicar aquele chazinho
para um amigo? Ou quem sabe informar ao vizinho que farelo de aveia
ajuda a reduzir o colesterol? Sugerir que mamão solta e banana
prende?... Nem pensar! Poderá ser considerado "prática ilegal da
medicina"! Não se poderá dizer que produtos naturais curam doenças
porque não são medicamentos e, na era pós-Codex, só medicamentos
APROVADOS pelas novas regras poderão ser referidos para tratar
doenças... e assim mesmo, só por um médico!
Exagero? Quem sabe? - já teve
gente presa na França por vender 500mg de vitamina C... é que lá essa potência já é considerada "remédio", e não pode ser vendida sem receita médica.
Medicina alernativa, tibetana, ayurveda, homeopatia, essencias florais... só se a turma do Codex disser que
pode.
Se esse "programa" entrar em vigor (daqui a pouco mais de 1 ano) da
forma como vem sendo "curtido" há mais de 45 anos, e alertado mundo
afora, teremos perdido nossa liberdade de optar por uma medicina e
nutrição naturais, poderemos vir a precisar de receita médica até para
ir à feira...
Se isso acontecer, não vai ter graça nenhuma.